quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Preciso Dizer

Preciso dizer que só ouço o som do silêncio
Só posso ver o que meus olhos não enxergam
Senti por um minuto o toque do vento
Mas que de tão intenso, me perdi
E meus pés não tocavam mais o chão
Minhas mãos alcançavam as estrelas...

Preciso dizer que tudo escureceu
E nessa escuridão pude ver que desta forma enxergo
Pareceu muito estranho
Mas entendi...

O silêncio, é a voz que grita por paz
A visão é muito mais que o sentido de ver
O toque que melhor sentimos é o mais suave
Não precisamos estar com os pés no chão...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A face da história incompleta pelo tempo. Imortalizada no retrato da memória. Pensamento que acabou não chegando no momento, quanto tempo! A distância é uma inimiga predatória.

Volte logo, não agüento de saudade. Coração que sorri ao ver sua foto: felicidade. Sua voz marcou em mim uma presença inestimável. Foi sonho, amor, acordar com a verdade. Não me deixe morrer de ansiedade, isso é maldade.

Nos foi tirado o passado e um pouco do presente. Calmamente entrou em minha vida reluzente. Não se faça ausente, pois amargamente sua falta se reflete em minha alma...

Desabafo da Paixão

Quero acordar com seu cheiro
E para sempre te entregar minha paixão
Você para mim significa AMOR
E é quem eu entregarei todo o meu calor
Mesmo que sejam palavras repetidas
São sinceras... Eu te amo
Te carrego em mim aonde quer que eu vá
Em meu corpo, coração, mente, em meu olhar...
Arde meu coração em um fogo que é seu
Que é só seu, pois sou só sua
Amor, a eternidade é nossa
E para sempre estaremos juntos
Pois Deus me deu para você
E fez você para mim

Implorando ajuda

Escute meu peito gritando, gemendo, chorando
Veja minhas lágrimas caindo
Sinta meu coração... Eu não estou sentindo
Meu peito está doendo, minha alma falecendo
Meus olhos vermelhos!

Espero que minha vida se torne esperança que eu ainda possa encontrar [...]

Estou gritando e ninguém me escuta
Estou caindo e ninguém me ajuda
Ninguém me vê

Minha sentença é a mágoa, o vazio
Estou queimando onde meu corpo sente frio
Estou de frente para a morte
Sangrando sozinha na escuridão da noite
Meus olhos fechando no vulcão de minha razão

domingo, 3 de outubro de 2010

Quem Pode?

Quem pode me devolver a inocência?
Eu via as coisas com outro olhar
E agora tudo se tornou tépido, fétido...
Quem pode me dizer onde está a esperança?
Eu tinha certeza de que haveria sempre um amanhã
E o sol sempre brilharia ao amanhecer...
Quem pode me explicar o que é ilusão?
Acreditava em tantas mentiras,
Eu hoje sei que me enganei...
Quem pode?
Hoje ouço o som do silêncio
E a cada dia deixo de ouvir meus ideiais
Não olho mais...
Só o que vejo não me agrada
Devolvam o que nos tiraram!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Olhar Em Meus Olhos

Olhe em meus olhos e me diga o que está vendo.
Pode ver o que sinto?
Pode sentir o que eu penso?
É você que eu enxergo quando penso no amor, é o que quero.
É você que eu respiro! É para você que eu me entrego.
Eu sinto um amor louco por você.
E isso eu não sei explicar...
Meu coração palpita, pula, vibra quando escuta tua voz.
Parece que vai sair do meu peito.
E não tem jeito! Não tem como me controlar.
Te sinto, toda hora, te desejo.
Lembranças do seu beijo, saudade...
Saudade quando está longe de mim.
A todo instante quero estar em seus braços,
Sentir teu perfume, ganhar teus abraços.
Mergulhar no prazer de te ter comigo. É tão gostoso!
Não entende? Você é o amor da minha vida!
E com você meu espírito brilha,
E é isso que eu quero que você veja em meus olhos...

Lágrima de Sangue

Sinto uma lágrima de sangue escorrer em meu rosto. E um punhal encravado em meu peito. Minha alma em silêncio se entrega aos delírios do pecado. Suspiro com o tédio, desnorteadamente me encontro amargurada.
Lentamente minha poesia é despedaçada. No frio, e acompanhada da solidão, me afogo num profundo vazio, e não há nada que me liberte do deserto. E as palavras de meus pensamentos descem rasgando, queimando tudo que há dentro de mim, em meu coração gélido.
Venho sobrevivendo a erupção. Me encontro em meio à tempestade. Não enxergo nessas trevas, não entendo meu destino.
Em minhas veias circula o fél. Tenho talento para lamentações. Tenho muito além do que é meu: possuo ilusões. Sigo um roteiro frustrado do feitiço do fracasso. Meus fantasmas me assombram, e frutos do meu amor, fazem meu espírito aos poucos adormecer.
Não existe brisa suave em meu milagre. Não existe calor dentro do vulcão de minha paixão. Não há vida nos meus sentimentos doces. Minha sentença é o desencontro. A resposta da pergunta que não existe, me é inútil. E supremo é minha sede frágil de acender a chama.
Meus maus pensamentos devoram minha paz, dilatam e contagiam minha loucura. Meu mundo cruel, coração réu. Por mais que a luta pela liberdade esteja acontecendo, parece seguir em meio ao vão. Ao léu. Essa é a punição que me torna pálida no escuro da noite.
Como se as nuvens sangrassem, e tingissem de uma cor tépida o calor. Como se o sol brilhasse sombrio. Como se a lua e as estrelas morassem no fundo de um oceano. Não é intenso, muito menos imenso. É imprópria a confidência, meu ferimento, na relva congelado. Por que mostrar a dor se ela é invisível? Não há quem cure o que machuca por dentro além de si mesmo.
Apesar do ardor, essa dor que de porcelana que constrange meus segredos, e parece ser imortal, torna traidor os meus olhos de cristal. Minha agonia trava batalhas imensas em minha pequena porém encantadoramente grandiosa mente.
Sensibilidade do meu canto solitário. Compartilho meus pensamentos enigmáticos. E o orvalho que transpira, serena, mancha a imagem que nem sei. Suavemente minha explosão se desenha ao meu redor. Não me lembro onde deixei minha alma adormecida.